Portugal na História e na Literatura: Da Crónica de D. João I a Frei Luís de Sousa


A Crónica de D.João I,de Fernão Lopes, e de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett falam de momentos diferentes da história Portuga, mas acabam por ser cruzar na forma como mostra o país o seu povo. 

 Na Crónica, vemos um Portugal em luta pela independência, onde o povo tem um papel muito importante. Não são apenas os reis ou os grandes nobres que contam a história, mas também as pessoas comuns o povo o que ajuda a defender o reino. Por isso, a obra transmite uma ideia de força, união e esperança. 

  Já em Frei Luís de Sousa, a atmosfera é bem diferente. A história passa-se num período de perda da independência e tudo é mais marcado pelo sofrimento e pela tragédia. As personagens vivem conflitos muito pessoais e intensos, e isso dá à obra um tom mais triste e fatalista

 Apesar destas diferenças, as duas obras acabam por falar da mesma coisa: Portugal e a sua identidade. Enquanto Fernão Lopes mostra um país forte e unido, Garrett mostra um país mais fragilizado, mas profundamente humano. No fundo, ambas ajudam a perceber como a história e o sentimento de ser português foram mudando ao longo do tempo.

 

Comentários

  1. Tal como disseste, e bem, tanto a Crónica de D. João I como Frei Luís de Sousa atribuem especial atenção ao contexto histórico em que a ação decorre e à visão do povo perante o mesmo.
    A outra grande obra estudada que também reflete aquela que foi a História de Portugal seria, sem dúvida, Os Lusíadas, onde não só é descrita, em tom glorioso, a viagem de Vasco da Gama até à Índia, como também é contada toda a história do reino até àquele ponto, por meio da analepse do capitão.
    Contudo, gostaria também de fazer menção a outras obras, como é o caso da Farsa de Inês Pereira, onde a ausência de uma figura masculina no seio familiar se deve ao período dos Descobrimentos, e até à própria poesia trovadoresca, onde a mesma particularidade nas cantigas de amigo reflete o período da Reconquista Cristã.

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    1. Concordo plenamente. A literatura portuguesa reflete frequentemente a História de Portugal e a mentalidade de cada época. Em Os Lusíadas, Camões glorifica os Descobrimentos e revisita a história nacional. Também a Farsa de Inês Pereira mostra consequências sociais da expansão marítima, como a ausência masculina, enquanto as cantigas de amigo refletem o contexto da Reconquista Cristã através da ausência do amado. Assim, estas obras demonstram como a literatura acompanha e interpreta o contexto histórico em que é produzida.

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